quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Filmes da semana* (01/07 a 08/07)


O Gabinete do Dr. Caligari (Das Kabinnet des Doktor Caligari, Alemanha, 1920, 71 min): Mais um filme do gênero do expressionismo alemão. Esses filmes sempre me surpreendem pelo fato de serem extremamente ágeis, com um ritmo muito bom, o que a maioria das pessoas acha difícil de encontrar em filmes mudos alemães da década de 1920. Devemos ainda citar a ousadia do roteiro do filme, que é uma espécie de filme dentro do filme (ou sonho dentro do sonho), com uma baita duma reviravolta. 5 estrelas.

Star Trek (Star Trek, EUA, 2009, 127 min): Crítica aqui. 4 estrelas

Conspiração do Silêncio (Bad Day at Black Rock, EUA, 1955, 81 min): Filme sobre um sujeito sem um braço que chega à uma pequena cidade do meio-oeste americano e lá encontra a resistência da população local, mostrando que eles escondem um segredo. A Tensão criada por John Sturges é fenomenal, desde o primeiro momento sentimos que há algo muito errado com aquela cidade. Destaque também para a atuação de Spencer Tracy, que elabora seu personagem como um homem muito racional e inteligente, o que leva os habitantes da cidade à uma espécie de desespero. A fotografia também é algo a se salientar, fazendo com que toda aquela imensidão e calor do deserto fasçam crescer ainda mais a angústia no expectador. 5 estrelas.

Alma no lodo (Little Caesar, EUA, 1931, 79 min): Filme sobre ascensão e queda de um mafioso em Chicago. Lendo sobre esse filme, descobri que ele fez grande sucesso na época em razão da depressão, em que histórias de pessoas que prosperava faziam um grande sucesso. Mas a verdade é que, de certa forma, esse filme não resistiu ao teste do tempo, principalmente por conta das atuações. Não que elas sejam ruins, mas por que elas são datadas, em que os diálogos são muito instantâneos, falados rapidamente. 3,5 estrelas.

A Estranha Passageira (Now, Voyager; EUA, 1942, 117 min): Considerado primeiro filme de transformação; em que uma mulher, já quase na meia idade, vive isoloda e controlada pela mãe; até que com a ajuda de um Psiquiatra, faz um Cruzeiro pela América do Sul (com "cenas" no Brasil inclusive), em que conhece um amor e vira uma nova mulher. O peso do filme reside em Bette Davis, que atua soberbamente bem (o que falta de beleza nela é compensado pelo talento dramático), carregando nas costas a história. 4 estrelas.


*Os filmes da semana são mini-críticas, altamente pessoais e subjetivas, sobre os filmes que eu vejo durante a semana. O cartaz do post é sempre do filme que eu mais gostei.

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